FÓRMULA 1

Russell sobre fase na Mercedes: "agora, o foco é seguir em frente"

George Russell abandona o GP da Bélgica por falhas na unidade de potência. Foto: Clive Maison.

As falhas no carro de George Russell na Bélgica possibilitaram ajustes no código da unidade de potência, aprimorado para o GP da Hungria. Apesar de melhorias no desempenho, Mercedes fica atrás de Ferrari em Treinos Livres e Russell apresenta receios sobre a batalha pelo título.

A Mercedes, que ocupa o primeiro lugar do Campeonato Mundial de Construtores, viu os seus pilotos em extremos da tabela da última corrida. No topo, estava Kimi Antonelli, conquistando a sua sexta vitória. Em último lugar, estava George Russell, que não conseguiu concluir a etapa. Embora tenha colidido com Hamilton, Russell afirmou que o seu maior problema foi com o próprio carro. "Se tudo estivesse normal, eu não estaria disputando com Lewis, eu estaria disputando com Kimi e Max na frente", disse.

O resultado provocou inspeções no carro pela equipe, que descobriu uma falha no software da unidade de potência. Essa anomalia no código fez com que houvesse um consumo excessivo de energia no início da corrida, e que, assim, o carro perdesse o desempenho de acordo com as voltas. Uma vez corrigido o problema, o piloto inglês demonstrou confiança para este fim de semana.

Estou me sentindo bem e feliz por termos obtido respostas positivas nos testes de bateria; agora, o foco é seguir em frente. Essas novas unidades de potência são excepcionalmente complexas, e havia algo profundamente enraizado na calibração do código que era quase impossível de detectar, a menos que você soubesse exatamente o que procurar. Por isso, fico feliz que tenhamos encontrado o problema.

No entanto, os pilotos da Mercedes não superaram a Ferrari, que liderou os Treinos Livres 1 e 2, com Charles Leclerc e Lewis Hamilton, respectivamente. Russell se manteve em P5 nas duas sessões, enquanto Antonelli ficou em P13 no TL2, sendo substituído por Fred Vesti no TL1. Em entrevista para a SkySports, Russell declarou que seus receios em relação à Ferrari se confirmaram: "Eles parecem muito fortes. Temos trabalho a fazer como equipe; a Ferrari está um bom passo à frente de todo mundo no momento".

O piloto também relatou, durante a coletiva de imprensa da quinta-feira, 23, que a luta pelo campeonato está sendo a sua "batalha psicológica mais difícil". Frente aos resultados instáveis e às expectativas com as atualizações do carro, Russell completou: "o que não mata te deixa mais forte. Estou orgulhoso da minha resiliência. Três dias depois de Spa, me sinto positivo e empolgado para o fim de semana [na Hungria]".

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