FÓRMULA 1

Antonelli x Ferrari: líder da F1 divide torcida italiana antes do GP de Monza

Kimi Antonelli ao lado de Charles Leclerc e Lewis Hamilton, pilotos da Ferrari, FOTO: Andrew Boyers/Reuters

O GP da Itália deste fim de semana terá uma disputa que vai além da pista. Kimi Antonelli chega a Monza como líder do campeonato e principal esperança italiana de vencer a prova pela primeira vez em 60 anos. A ascensão do piloto da Mercedes, porém, criou um novo dilema entre os torcedores: apoiar o jovem italiano ou manter a tradicional torcida pela Ferrari.

A mudança ficou mais evidente em 2026. Antonelli, de 20 anos, venceu seis das 12 corridas disputadas e abriu 59 pontos de vantagem na liderança do campeonato. O desempenho fez o piloto conquistar espaço principalmente entre os torcedores mais jovens, que passaram a acompanhar sua trajetória de perto.

Segundo a imprensa italiana, a popularidade de Antonelli cresceu rapidamente desde sua primeira vitória na China. Uma pesquisa da Sportweek, realizada com 1.835 pessoas, mostrou empate entre Ferrari e Antonelli como principais alvos de torcida, ambos com 33,1%. Entre os entrevistados de 14 a 17 anos, porém, o piloto da Mercedes chegou a 44,2%.

Apesar da ascensão, a Ferrari continua sendo a principal paixão do público em Monza. Para muitos torcedores, apoiar Antonelli e a equipe italiana não é necessariamente um problema, mas uma vitória do piloto contra a Ferrari pode criar sentimentos divididos.

A situação é inédita para o automobilismo italiano. O país não tem um campeão mundial desde Alberto Ascari, em 1953, enquanto o último italiano a vencer o GP da Itália foi Ludovico Scarfiotti, em 1966.

Antonelli terá ainda um desafio extra no domingo: a Mercedes confirmou a troca de motor que resultará em uma punição de pelo menos dez posições no grid. Mesmo assim, o italiano acredita que Monza oferece boas oportunidades de recuperação por causa das longas retas e dos diversos pontos de ultrapassagem.

A expectativa, agora, é descobrir como os tifosi vão reagir. Pela primeira vez em décadas, a Itália chega ao seu GP com um piloto local na disputa pelo título, e ele corre justamente por uma equipe rival da Ferrari.

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